sábado, 5 de outubro de 2013

A importância das Tics no mundo e na educação



É notório que as transformações pelas quais a sociedade contemporânea vem passando exigem de nós, em todos os momentos, uma nova postura. E para a escola e todos que fazem parte dela não é diferente. As inovações tecnológicas e científicas passam a cobrar novos modelos de formação, atuação e interação dos sujeitos sociais, cabendo principalmente ao coordenador pedagógico o papel de articulador da formação continuada incluindo a tecnologia digital no processo de ensino e aprendizagem.
Desse fato surgem dois grandes desafios: formar inicialmente os novos coordenadores pedagógicos de acordo com essas tendências e necessidades atuais e também convencer os professores a aderir a esse grande e inevitável projeto capaz de alterar toda a dinâmica da sala de aula.
É certo que a tecnologia tem chegado à escola com rapidez, contudo, Almeida (2000) salienta que embora os computadores estejam cada vez mais presentes nas escolas ainda não sentimos o impacto das mudanças nos indicadores educacionais e nem temos garantias de que o trabalho docente terá mais qualidade. Muitos professores, por mais absurdo que possa parecer, realmente desconhecem essas potencialidades, porém a maioria não inclui as tecnologias em suas rotinas em sala de aula porque não acredita no resultado que pode alcançar ou simplesmente porque continua presa a práticas tradicionais nas quais muitos foram formados.
Diversos pesquisadores (ALMEIDA, 2000; KENSKI, 2004; ROCHA, SALES, OLIVEIRA, 2011; WAGNER, 2009) apontam que os educadores têm dificuldade de ressignificar suas práticas educativas e incorporar as TDICs ao currículo escolar. Na prática, a tecnologia na escola caminha a passos lentos, mais por falta de qualificação dos recursos humanos do que aportes financeiros. Um elemento que comprova isso é a resistência que os docentes encontram para aceitar em sala de aula o uso pelos alunos de celulares, tablets, notebooks e muitos outros equipamentos presentes na vida de adolescentes de várias classes sociais, acreditando que essas ferramentas somente atrapalham o processo de ensino aprendizagem dos alunos e a si mesmos.
No entanto, para Valente (2003), a experiência de implementação da tecnologia no meio educacional é fundamental e permitirá, ao docente, novas ferramentas pedagógicas com o objetivo de uma atuação pedagógica de qualidade. Assim, o professor também é privilegiado, pois não mais age de forma isolada. Precisa interagir com todos os atores do processo, instigando-os à curiosidade, à reflexão, à criação de um ambiente colaborativo, no qual todos ensinam e aprendem mutuamente, de maneira interessante e moderna.
Na escola, a aplicação mais conhecida da tecnologia talvez seja a sala de informática educativa, lugar onde a inclusão digital de milhares de estudantes brasileiros é concretizada. Apesar disso, pesquisa da Fundação Victor Civita (2010) apontou que 92% das escolas brasileiras estão equipadas com computadores multimídia, contudo pouco menos de 4% utilizam os recursos tecnológicos com fins educativos. O estudo concluiu que 89% dos professores sentem-se despreparados para o uso da tecnologia no currículo escolar, sendo imprescindível que haja mudanças na formação e na postura tanto do professore quanto do próprio coordenador, que neste contexto é uma peça chave, pois é o profissional que contribui apoiando o docente no planejamento de suas atividades pedagógicas.
Existem inúmeras maneiras de ensinar e aprender usando a tecnologia de forma educativa e uma delas é por meio das comunidades virtuais. Este curso de formação em coordenação pedagógica é um bom exemplo de aprendizagem colaborativa, pois reflete de forma bem atual este novo enfoque cuja verdadeira aprendizagem só ocorre se houver envolvimento mútuo, partilha e iniciativa conjunta.
Obviamente que não existem receitas prontas para o sucesso da tecnologia na escola. Porém cabe ao professor ampliar seu papel, tornando-se um mediador, um orientador ou facilitador do processo de ensino, auxiliando os alunos a interpretar os dados, relacioná-los e contextualizá-los, motivando-os à construção do saber, pois insistir na didática transmissor/receptor é inútil. Dessa forma cabe ao coordenador pedagógico fazer a ponte entre o professor e as tecnologias que devem ser usadas como instrumentos a mais no processo, contribuindo para a adoção de um novo modelo de educação que privilegie a aprendizagem ao invés do ensino.
Está claro que as ferramentas tecnológicas revelam múltiplas potencialidades, que devem ser melhor aproveitadas no ambiente educacional. Todavia, somente será possível, se o professor assumir a postura de principal agente promotor de mudança da estrutura tradicional para o novo paradigma no processo ensino/aprendizagem. Nesse contexto, o coordenador tem que estar apto a ajudar o professor a perceber que a educação não se resume à transmissão de informação; é algo muito maior. E o professor, por sua vez, precisa abraçar esse novo processo de construção do conhecimento, em que o computador se destaca como um instrumento capaz de auxilia-lo enquanto mediador da relação ensinar aprender.

Nenhum comentário:

Postar um comentário